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Ato vai lembrar morte de Marielle Franco e dizer não à Reforma da Previdência

Michele Simões da Silva e Renata Beatriz Barbosa, credenciadas pela Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ocuparam a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Araraquara, na Sessão Ordinária desta terça-feira (12), abordando o Dia Internacional da Mulher e ato por justiça para Marielle Franco.

Michele frisou o significado do dia 8 de março e do mês de março como um período especial, que marca a importância da luta das mulheres. “Esse não é só um dia de homenagens e comemorações. Na verdade, ele foi escolhido pelas mulheres feministas e trabalhadoras, como um dia para relembrar as desigualdades sociais que existem entre homens e mulheres e que estão em todas as camadas, desde o mercado de trabalho até o nosso direito ao corpo”.

Para ela, outra grande preocupação é o que chamou de ataque vindo a partir da Reforma na Previdência. “Essa reforma é um ataque direto a todos os trabalhadores, jovens e idosos, de hoje e de amanhã, mas, principalmente à classe que será mais afetada, que são as mulheres, em especial as mulheres pobres e de áreas rurais”, disse, lembrando que “nós trabalhamos mais e devemos ter mais direitos no que diz respeito à aposentadoria”.

 

Ato no dia 14 de março

As duas oradoras convidaram a população a participar de um ato que acontecerá no próximo dia 14 de março, às 17 horas, na Praça Santa Cruz, para lutar e pedir justiça pela morte de Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro, há exatamente um ano. Hoje, dia 12, foram presos dois suspeitos de atirar na parlamentar e no motorista Anderson Gomes.

“Agora, no dia 14 de março, a gente tem que sair às ruas contra a Reforma da Previdência e contra o governo, e perguntar quem foi que mandou matar a Marielle, pois, quando acontece um ataque a esse tipo de pessoa, isso representa uma fratura na nossa democracia. Se tentaram enterrar a Marielle, não lembraram que ela era uma semente”, encerrou Michele.

Renata abordou o tema colocando a situação das mulheres camponesas no que diz respeito à aposentadoria. “Vamos supor que as mulheres que trabalham em nossa cidade com agricultura familiar, pela proposta, não vão conseguir se aposentar. Você acha que elas têm condições de contribuir por 20 anos trabalhando na vida rural? A situação dos idosos me preocupa muito, pois, pela nova lei, eles receberão somente R$ 400 antes dos 70 anos. A gente tem que se unir, tem que ir às ruas e dizer não”, finalizou.

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