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Parlamentares questionam abandono em viveiros de mudas

Desde 2017, o vereador Jéferson Yashuda (PSDB) vem questionando a Prefeitura quanto ao cultivo e plantio de mudas em Araraquara. Visto que, em diversos passeios públicos, algumas árvores precisam ser trocadas, o parlamentar voltou a questionar o Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) em conjunto com o vereador José Carlos Porsani (PSDB).

Considerando a necessidade de investimento em sustentabilidade e a confirmação, recebida em 2017, de que o viveiro havia perdido muitas mudas por falta de manutenção, os parlamentares, solicitaram respostas da Prefeitura sobre os projetos e ações a serem tomados para a recuperação do Viveiro Municipal de Mudas, situado no Parque Pinheirinho.

No documento, os vereadores ainda perguntaram qual o compromisso da administração com os objetivos de desenvolvimento sustentável e quais os estudos, projetos e ações para a recuperação de mananciais, nascentes, áreas de preservação permanente e arborização da cidade.

Em resposta, o Daae relatou que os problemas apontados por Yashuda e Porsani já são de conhecimento da Gerência de Biodiversidade. Explicou que os motivos da baixa utilização se dão por conta de o Viveiro do Parque Pinheirinho ser usado para a “engorda” de mudas provenientes das compensações ambientais resultantes de Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRAs) e Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados por terceiros junto à Gerência de Biodiversidade. Assim, o Viveiro passou por uma limpeza com a finalidade do recebimento de pequenas compensações ambientais. Ainda esclareceram que a arborização de vias públicas, praças e jardins é feita com mudas de outro viveiro, localizado no terreno do antigo matadouro municipal, no Parque Residencial Paraíso.

Referente à perda de mudas, a autarquia salientou que elas ocorreram, mas dentro do percentual considerado normal para mudas acondicionadas nesse tipo de “embalagem” utilizado para armazenamento. Já em relação às Áreas de Preservação Permanente (APPs), foi dito que a Gerência de Biodiversidade/Unidade de Gestão da Flora conta com um cronograma de manutenção, que inclui roçadas, coroamento, aceiros, irrigação, controle de formigas e reposição de mudas mortas. Trabalhos que eram realizados por empresa terceirizada até 2016, e que continuarão com a contratação de uma empresa especializada. Segundo o Daae, o processo de licitação para contratação de empresa está em andamento.

Com a informação de que o Viveiro foi mudado de lugar, os parlamentares estiveram no antigo matadouro municipal e constataram que há poucas plantas, e estão sem manutenção. Muitas delas já enraizaram, outras tombaram com o vento e foram deixadas do mesmo jeito.

“É um descaso as plantas serem deixadas dessa maneira, principalmente considerando que diversas árvores em nossa cidade precisam ser trocadas”, ressaltou Yashuda.

No atual Viveiro, há ainda uma caixa de madeira onde fica o relógio para medição de água e de força, que está se desmanchando devido à exposição ao sol e a chuva e ação de cupins. “Iremos entrar em contato com os órgãos responsáveis para realização da troca dessa caixa. E quanto as mudas, iremos continuar cobrando providências do Poder Executivo”, destacou Porsani.

 

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