Reconstrução mamária pelo SUS é retomada em Araraquara

Em resposta a questionamento da vereadora Geani Trevisóli (PL), Prefeitura detalha fila de pacientes, tempo de espera e medidas adotadas para realização do serviço
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De 2019 a 2024, houve uma pausa na realização de cirurgias de reconstrução mamária pelo SUS. O serviço foi retomado em Araraquara em 2025, com a realização de oito procedimentos e redução da demanda reprimida. Os dados constam na resposta encaminhada à Câmara Municipal pela Prefeitura ao Requerimento nº 472/2026, de autoria da vereadora Geani Trevisoli (PL), que solicitou informações detalhadas sobre o acesso ao procedimento no município.

 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o atendimento é realizado de forma indireta, por meio da Santa Casa de Misericórdia de Araraquara, a qual é responsável pela assistência oncológica integral, incluindo os procedimentos cirúrgicos necessários. A reconstrução mamária integra a linha de cuidado do câncer de mama e ocorre conforme indicação médica e condições clínicas das pacientes.

 

Em relação à demanda, a Prefeitura informa que a fila inicial era composta por 19 mulheres. Deste total, oito já passaram pelo procedimento, três desistiram e seis ainda não foram localizadas, sendo alvos de busca ativa. A listagem apresentada pela Secretaria inclui dados como ano de inclusão e tempo de espera, que ultrapassa 40 meses em alguns casos. A Secretaria esclarece também que, atualmente, permanecem na fila apenas pacientes com as quais não foi possível contato, sendo que gestão da fila é única e feita pela Santa Casa, seguindo a ordem cronológica de ingresso.

 

Histórico e retomada do serviço

De acordo com a Prefeitura, a interrupção esteve ligada à dificuldade de contratação de profissionais especializados e pela defasagem dos valores pagos pelo SUS. O Executivo destaca ainda que a ausência de mão de obra qualificada foi recentemente solucionada com a contratação de médica habilitada, o que deve acelerar a realização dos procedimentos.

 

Quanto à capacidade de atendimento, o município afirma que mantém parceria com a Santa Casa, com previsão de até 16 procedimentos mensais dentro do conjunto de cirurgias pactuadas, incluindo as de mama. O Executivo afirma também que, no momento, não há previsão de ampliação da oferta, uma vez que considera a fila controlada após a realização de mutirão recente.

 

Por fim, a Prefeitura destaca que a recomposição da equipe especializada, aliada ao mutirão, praticamente eliminou a demanda reprimida. A Secretaria afirma que segue monitorando a fila e o fluxo assistencial para evitar novos atrasos e garantir o atendimento às pacientes no âmbito do SUS.

 

Avaliação parlamentar

Para vereadora Geani Trevisóli, a reconstrução mamária vai muito além de uma questão estética. “Trata-se de uma etapa fundamental no processo de recuperação física e emocional das mulheres que enfrentaram o câncer de mama. Sigo acompanhando de perto essa situação, fiscalizando e dialogando com os órgãos responsáveis, sempre com o objetivo de ampliar o acesso, garantir um atendimento humanizado e buscar a redução do tempo de espera. Seguiremos trabalhando para que o direito ao tratamento completo seja, de fato, assegurado em nosso município”, conclui a parlamentar.




Publicado em: 14/04/2026 11:09:29