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Há pouco mais de um mês, no Jardim Silvestre, uma cooperada da Acácia foi ameaçada por um homem usando um facão ao tentar furtar materiais reciclados da bag, uma espécie de sacolão usado pelas catadoras na coleta seletiva em Araraquara. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram chamadas e o crime foi evitado. Essa bag não foi levada, mas ações do tipo voltaram a ser comum com o furto médio de até 40 sacolões por dia aumentando a sensação de insegurança e gerando prejuízo financeiro à Cooperativa.
“A gente fica com medo até de denunciar porque estaremos no bairro novamente e sabemos que muitos deles têm envolvimento com drogas”, conta a cooperada ameaçada, que preferiu ter o nome preservado. Para tentar encontrar uma solução para o caso, a vereadora Edna Martins (PV) intermediou, nesta quarta-feira, uma reunião entre a Cooperativa junto com a PM e a Guarda Municipal. “Essa questão da segurança das meninas é fundamental. Agora, vamos buscar ajustar essa comunicação com as forças de segurança.” É diário o risco físico para as 80 catadoras de recicláveis espalhadas pela cidade porque as ofensas e as ameaças verbais tornaram-se comuns durante o recolhimento de 1.440 bags por dia, segundo a representante do conselho administrativo da Acácia, Kely Regina Lopes. Além disso, o furto influencia nos números finais da coleta seletiva. O gestor de projetos da Acácia, David Teixeira Pinto, explica que cada sacolão custa R$ 3 e recebe, em média, 50 quilos de materiais recicláveis variados. “Não dá para estimar, mas existe prejuízo financeiro.” Mensalmente, a Acácia recolhe 600 toneladas de materiais como lata, plástico ou papelão. O volume poderia ser maior porque se perde para os ladrões quase 45 toneladas mensais. Na reunião, foi apontado ainda um problema de logística da retirada das sacolas cheias. O sistema de transporte é gerenciado por uma empresa terceirizada ligada ao Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) junto com funcionários da própria Cooperativa. A vereadora Edna Martins ficou de se reunir com a autarquia para criar um plano para a gestão do trabalho.
Para o tenente César Augusto Basso, da PM, o caminho mais fácil para denunciar os autores dos furtos, caso haja a identificação, é mesmo a ligação ao disque-denúncia 190. O fato será despachado para alguma viatura na rua fazer a verificação. Caso a descoberta ocorra horas ou dias depois, o caminho é o registro na delegacia da área. Representando a Guarda, Marco Luis Paschoal, também explicou o trabalho dos agentes e como eles podem auxiliar as catadoras. Uma nova reunião será marcada com os comandantes da PM para atualizá-los do problema.
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