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Em função do agravamento da saúde mental das pessoas e o aumento das notificações de casos de suicídio no Brasil, a vereadora Filipa Brunelli (PT) solicitou à Prefeitura, por meio de um requerimento, informações relacionadas ao assunto.
No documento encaminhado à parlamentar, o coordenador executivo de Assistência Especializada, Misael Henrique Emilio, informou que, de 2010 a 2023, foram registradas 335 mortes por suicídio em Araraquara, conforme dados fornecidos pela Vigilância Epidemiológica juntamente com informações contidas nas declarações de óbito do Sistema de Informação em Mortalidade (SIM).
Sobre as formas de suicídio e os critérios de gênero, orientação sexual, raça, etnia de pessoas que tiraram a própria vida, o documento aponta que a maioria das mortes são provocadas por enforcamento por pessoas predominantemente da cor branca e do sexo masculino, e que não há informações referentes à orientação sexual das vítimas.
De acordo como o coordenador, o sistema não fornece números de mortalidade por suicídio de pessoas acompanhadas por algum serviço de atenção à saúde mental no município. Sobre os programas municipais de enfrentamento ao suicídio promovidos pela Secretaria Municipal da Saúde, através da Gerência de Saúde Mental, ele elencou o acolhimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps Il) para adultos, no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras drogas (Caps AD) quando associado ao uso de substâncias psicoativas e no Espaço Crescer para adolescentes.
“Com o programa ‘Saúde Cidadã’, iniciamos os atendimentos em forma de mutirão em psicologia, aumentando a celeridade do atendimento aos pacientes encaminhados e proporcionando melhor e maior facilidade no acesso as avaliações psicológicas”, reforçou Emilio.
Segundo ele, são realizados psicoterapias individuais e/ou grupos, tratamento intensivo nas unidades, acesso à medicação de forma consciente e medicação assistida, grupos de apoio com ações de autoconhecimento e valorização da vida. Além disso, há ações nas próprias unidades, como reuniões intersetoriais e, quando solicitado, rodas de conversas na atenção básica e nas escolas estaduais e municipais, bem como eventos voltados à conscientização, como Setembro Amarelo, quando o mês é dedicado a ações de promoção em saúde mental e prevenção ao suicídio.
A parlamentar questionou a Prefeitura a respeito do monitoramento da saúde mental pela rede de atenção básica, na urgência e emergência e na atenção especializada. Para Emilio, a Atenção Básica é a grande reguladora dos serviços de saúde. “Além do atendimento individual, há ações voltadas à prevenção de doenças e promoção de saúde, incluindo as questões de saúde mental. As unidades de saúde realizam diversas ações coletivas com foco na saúde mental, como grupos de artesanato, grupos de musicoterapia, grupos de dança, promoção de atividades físicas nas unidades de saúde, terapia comunitária, práticas integrativas e complementares e oficinas com temas diversos voltados à promoção de saúde e prevenção de doença”, acrescentou.
Quanto ao atendimento feito nas unidades de atendimentos de Urgência e Emergência, os casos de saúde mental são assistidos por profissionais capacitados, incluindo assistentes sociais. “Considerando as especificidades dos casos e necessidade de complementação do atendimento de urgência, é acionado a rede especializada disponível para orientações e encaminhamento dos pacientes. Com posterior estabilização, esses são referenciados ambulatorialmente. Nos casos em que não seja possível a estabilização e referência à rede especializada, é exigida internação, sendo regulados via sistema Cross/Siresp, para vagas em leitos de psiquiatria. Quando constatado que o caso é uma tentativa de autoextermínio, há ainda o preenchimento da ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde”, afirmou o coordenador.
O município conta atualmente com três médicos psiquiatras concursados e 13 psicólogos, que atendem demandas referenciadas e encaminhamentos no Centro de Referência em Saúde Mental do Adulto (Crasma A) e realizam atendimento no Espaço Crescer. Além disso, cinco profissionais que atuam no Centro de Atenção Psicossocial (Caps Il) desempenham suas atribuições de forma multiprofissional, realizando acolhimento, atendimento individual e em grupo, e outros três profissionais atuam no Caps AD, exercendo atribuições semelhantes, porém com foco no uso abusivo de substâncias.
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