Publicado por: Foto: Prefeitura de Franca
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Em agosto de 2023, a vereadora Fabi Virgílio (PT) pediu que o método contraceptivo Implanon fosse incluído na rede pública de saúde do Município e passasse a ser ofertado para mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, como uma alternativa prática, confiável e de alta eficácia, quando comparada aos meios disponíveis atualmente.
Após ter sido notificada, em janeiro deste ano, de que a incorporação do produto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) se encontrava em estudos pela Secretaria Municipal da Saúde, a parlamentar participou de reuniões com a titular da pasta e, em encontro recente, foi informada de que o implante hormonal sugerido no documento está em processo de aquisição.
“A conquista de mais uma medida protetiva segura, reversível e acessível às adolescentes e mulheres em vulnerabilidade social da nossa rede pública de saúde me deixa muito feliz”, celebra Fabi.
Ciente de que a distribuição do novo contraceptivo demandará protocolos interdisciplinares de atendimento nas unidades de saúde, a vereadora enviou ao Executivo uma nova indicação, agora pedindo que seja criada uma comissão para garantir que o público-alvo dessa iniciativa tenha seus direitos garantidos.
A proposta preliminar é que o grupo seja composto por membros das secretarias municipais de Direitos Humanos e Participação Popular, da Saúde e de Assistência e Desenvolvimento Social, além da Fundação Municipal “Irene Siqueira Alves ‘Vovó Mocinha’” (Fungota).
O que é o Implanon?
Implanon é o nome comercial de um método contraceptivo hormonal, reversível e de longa duração. O produto tem o formato de um pequeno bastão, é inserido sob a pele e libera doses contínuas de etonogestrel (um hormônio feminino sintético, semelhante à progesterona), que atua no organismo impedindo a ovulação, engrossando o muco cervical e alterando o revestimento do útero para impedir a fixação do óvulo fecundado.
Segundo informações do fabricante, o anticoncepcional tem a capacidade de proteger a mulher contra uma gestação indesejada por um período de até três anos e, após a retirada, a fertilidade é retornada normalmente em pouco tempo.
Embora o método seja conhecido pela combinação de eficácia, conveniência e controle de longo prazo, ele apenas é indicado para impedir gravidez e não oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Nesses casos, o uso de preservativo continua sendo recomendado.
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