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Com o objetivo de buscar informações sobre o processo de tombamento do Hospital Beneficência Portuguesa, o vereador Edio Lopes (PT) se reuniu na tarde de sexta-feira (13) com representantes das secretarias de Cultura e de Desenvolvimento Urbano e do Compphara.
O parlamentar recebeu a confirmação de que o processo de tombamento foi requerido pelo historiador Rogério Belmiro Tampellini em 11 de janeiro de 2016, junto ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Paleontológico, Etnográfico, Arquivístico, Bibliográfico, Artístico, Paisagístico, Cultural e Ambiental do Município de Araraquara e publicado nos atos oficiais do município em jornal de grande circulação no dia 5 de março de 2016.
“O historiador argumentou o pedido de preservação da Capela de Santo Antônio, para que não se repetisse o episódio com a capela do antigo Asilo de Mendicidade. Pediu também a proteção para o interior da sala conhecida como “Salão Nobre” e da mobília, quadros e demais utensílios”, disse Edio, afirmando que “essa parte da história de Araraquara não pode ser destruída, e tudo que for necessário fazer para preservar a memória nós vamos fazer”.
A secretária de Cultura, Teresa Telarolli; a coordenadora do patrimônio histórico, Fabiana Virgílio; as arquitetas da secretaria do Desenvolvimento Urbano, Alessandra Lima, Janice Fraschini e Marcela Vergílio, as duas últimas integrantes do Compphara e a servidora da secretaria da Cultura, Sheila Azevedo, presentes no encontro, informaram que o conselho notificou todas autoridades envolvidas no processo de que o prédio já está protegido de alterações pelo Plano Diretor e pelo processo de tombamento em análise: a diretoria do Hospital da Beneficência Portuguesa, o Procurador da República, Gabriel da Rocha e o Promotor de Justiça da Comarca de Araraquara, Dr. José Carlos Monteiro.
O parlamentar está pedindo celeridade para a formação do novo conselho, uma vez que o mandato da atual equipe expirou. Na reunião ouviu ainda que o prédio se encontra inserido no Plano Diretor do Município, o que resulta em proibição de quaisquer modificações na estrutura da edificação.
“Estamos buscando alternativas em todos os flancos para que os funcionários que não receberam até hoje os seus direitos trabalhistas sejam ressarcidos. Esse é o primeiro objetivo. Mas precisamos encontrar alternativas para manter o prédio e ter de volta um hospital que atenda toda a região, como era tradição desta casa de saúde”, concluiu Edio, convidando a todos para a Audiência Pública que vai tratar do assunto Beneficência Portuguesa no dia 3 de fevereiro no Plenário da Câmara Municipal, às 19 horas.
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