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Humanização do parto e violência doméstica infantil, temas de dois projetos desenvolvidos por estudantes do curso de Administração Pública da Faculdade de Ciências e Letras (FCLAr) da Unesp, campus de Araraquara, foram apresentados na 5ª Sessão Cidadã realizada nessa quinta-feira, dia 1º de outubro, na Câmara Municipal de Araraquara, sob a liderança do presidente do Legislativo, Elias Chediek (PMDB) e a presença de todos os vereadores. A apresentação inicial foi feita pelo Prof. Dr. Antônio Roberto Bono Olenscki, coordenador do Grupo de Pesquisa sobre Controle Social do Gasto Público.
O primeiro projeto, intitulado “HUMÃENIZAÇÃO: Humanização na Assistência à gestante, parturiente e puérpera no município de Araraquara”, de autoria das estudantes Amanda de Carvalho, Daniela Alves, Manuella Suzuki e Kamilly Mello, busca sugerir mecanismos que ampliem a difusão de informações sobre a humanização do nascimento e dos direitos da mulher, já que foi identificada a falta de informações sobre o tema entre as mulheres. Entre as ações sugeridas para aumentar a incidência do parto humanizado as estudantes propõem algumas ações como a implantação de um plantão de informações feito por enfermeiras nas unidades básicas de saúde e na Maternidade Gota de Leite; acompanhamento de profissional de psicologia, criação de página com informações para as mães nas redes sociais, aplicação de questionário sobre o atendimento na maternidade, direito à doula e mais um acompanhante (já aprovado por lei municipal), além de propostas de mudança na cultura organizacional com maior presença de enfermeiras capacitadas no atendimento às gestantes. Ao final da apresentação, os vereadores lembraram que a Câmara de Araraquara aprovou legislação específica sobre a o parto humanizado. As propostas apresentadas serão encaminhadas para análise à comissão de saúde e à Maternidade Gota de Leite.
No segundo projeto, intitulado “Cuidar para Sonhar: capacitação profissional, atendimento e atenção às vítimas de violência doméstica infantil”, as autoras Fernanda Corrêa, Layza Lima e Carolina Lee apresentaram um levantamento da questão e sugeriram propostas de enfrentamento do problema. De acordo com dados pesquisados no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), no município de Araraquara são relatados de 35 a 40 casos de violência doméstica infantil por mês, totalizando em média de 380 a 400 casos por ano. Dentre as vítimas predomina as do sexo feminino e a faixa etária mais atingida está em crianças com idades entre 7 e 13 anos. A maioria dos casos relatados é referente a maus tratos, por parte dos pais ou responsáveis. O estudo mostra ainda que, apesar desse problema estar presente nas diferentes classes sociais, há maior incidência em famílias de baixa renda, residentes em bairros periféricos e em condições precárias de moradias, sobretudo em famílias em que há usuários de álcool e/ou drogas. Alguns bairros citados no levantamento são: Jardim das Hortênsias, Parque São Paulo, Selmi Dei, São Rafael, Santana, Jardim Brasil, entre outros. O projeto propõe ações, com foco nas escolas, que visam contribuir para a diminuição dos casos de violência e colaborar para a melhora no atendimento às vítimas, por meio de três eixos: prevenção, identificação e acompanhamento/atendimento das vítimas. Para atingir os objetivos, as estudantes sugerem conscientização de pais/responsáveis e da comunidade em geral, capacitação de profissionais da educação afim de que possam ajudar na identificação de casos e inserção de profissionais capacitados nas escolas para realizar o atendimento às vítimas. O projeto será encaminhado para análise ao Centro de Referência da Mulher e à Secretaria Municipal de Educação.
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