499
Gabriela Palombo*
A legitimidade das eleições não é capaz por si só de dar legitimidade contínua aos governos. Duas instituições estão fortemente em crise, os partidos e a ideia de governo de maioria. A sociedade civil traz para a política um sistema de representação de interesses que os partidos não são mais capazes de exercer devido a sua adaptação a um sistema privado de representação de interesses e financiamento com o qual a sociedade não se identifica. Exemplos sobre a incapacidade do Congresso Nacional de agir em defesa dos interesses do povo abundam no Brasil. Lembremos a incapacidade de votar a união homoafetiva, a ação afirmativa, de aprovar o Código Florestal, todas legislações com fortíssimo apoio na sociedade, mas que não conseguiram tramitar no Congresso devido a lobbies muito fortes. Em geral tem cabido ao Supremo preencher esta lacuna, mas o mais democrático e o mais adequado é um envolvimento maior da sociedade civil nestes temas por via de instituições híbridas que conectem o executivo e a sociedade civil ou a representação e a participação. Este modelo, que está longe de ser fascista, está presente nas principais democracias do mundo. Os Estados Unidos tem o modelo de participação da sociedade civil no meio ambiente por meio dos chamados “Habitat Conservation Plannings”. A França, nas políticas urbanas através de contratos de gestão nos chamados “Quartier Difficile”. A Espanha, no meio ambiente através de “juris cidadãos”. A Inglaterra instituiu mini-públicos com participação da sociedade civil para determinar prioridades políticas na área de saúde. As principais democracias do mundo procuram soluções para o problema da baixa capacidade do parlamento de aprovar políticas demandadas pela cidadania. A solução principal é o envolvimento da sociedade civil na determinação de políticas públicas. A justificativa é simples. Ninguém quer acabar com a representação, apenas corrigir as suas distorções temporais em uma sociedade na qual o nível de informação da cidadania aumentou fortemente com a internet e as redes sociais e na qual os cidadãos se posicionam em relação a políticas específicas. Ao introduzir uma participação menos partidária e com menor defesa de interesses privados na política tenta-se reconstituir mais fortemente este laço. Assim, o que o decreto 8243 faz não é mudar o sistema de governo no Brasil por decreto e nem instituir uma república fascista. O que ele faz é aprofundar a democracia da mesma maneira que as principais democracias do mundo o fazem, ao conectar mais fortemente sociedade civil e Estado.
* Vereadora e líder da bancada do PT na Câmara Municipal de Araraquara
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Estão abertas até o dia 13 de março as inscrições para o Programa Lideranças Femininas na Gestão Pública, iniciativa promovida pela Caixa Econômica Federal em parceria com a Fundação Dom Cabral e o...
Visitantes da Biblioteca Municipal Mário de Andrade podem conferir, até a sexta-feira (27), a “Mostra Literária das escritoras araraquarenses e sua importância para a história da cidade”. A iniciat...
A Prefeitura de Araraquara prorrogou até 13 de março o prazo de inscrições para as Oficinas Culturais Municipais. O programa, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a Fundar...
O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Araraquara está com 54 vagas de emprego abertas nesta segunda-feira (9). As oportunidades são para diferentes níveis de escolaridade e experiência, e...
Hoje é o último dia para estudantes do 9º ano do ensino fundamental da rede pública se inscreverem no programa Partiu IF 2026. A iniciativa oferece bolsa mensal de R$ 200 aos participantes, destina...
O Centro de Educação e Recreação (CER) “Maria Pradelli Malara” precisa de diversas melhorias – tanto na própria unidade de ensino quanto no entorno. O alerta é feito pelo vereador Rafael de Angeli...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.