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A fim de atender as demandas que chegam ao seu gabinete na Câmara Municipal e ouvir esclarecimentos sobre assuntos específicos, o vereador Rafael de Angeli (PSDB) se reuniu, na quarta-feira (27), com a secretária Municipal de Educação, Clélia Mara Santos. “Recebemos muitos casos relativos à área da educação, solicitando providências do poder público. Por isso, esse diálogo é importantíssimo”, destacou o parlamentar.
Psicólogos e psicopedagogos
Angeli questionou sobre os trâmites para estudantes da rede básica de educação terem acesso a tais profissionais, pois recebeu denúncias de crianças que estão há muito tempo na fila de espera para receber atendimento psicológico. Segundo Clélia, os psicólogos, devido a restrições do próprio conselho, não podem realizar tratamentos terapêuticos dentro do ambiente escolar. “Em instituições de ensino, eles realizam apenas orientações e triagens. Os casos identificados como clínicos são encaminhados à rede básica de saúde.”
Para acompanhar crianças com deficiência, a Secretaria de Educação conta com professores de educação especial que trabalham com os alunos no horário extraclasse, pois esses estudantes estão inseridos nas turmas regulares. “Não contamos com psicopedagogos, porque não existe essa carreira na rede. Os professores formados em Educação Especial são os profissionais mais indicados para esse trabalho de inclusão, por possuírem uma formação mais específica e completa para isso”, destacou a secretária.
O vereador entrará em contato com a Secretaria de Saúde, para verificar a questão das filas de espera para consulta com psicólogos infantis. “Temos que encontrar uma solução para agilizar esse processo”, frisou o parlamentar.
Educação sexual
Angeli também pediu esclarecimentos sobre uma polêmica recentemente divulgada na mídia a respeito de uma palestra de educação sexual, ministrada em uma escola municipal. Segundo o parlamentar, alguns pais o procuraram alegando que a iniciativa era imprópria.
Clélia explicou que a palestra foi realizada no período contrário à aula e os pais haviam sido informados sobre o conteúdo via bilhete. “A iniciativa foi uma parceria entre a escola e o posto de saúde. Foram abordadas, pela médica palestrante, apenas questões relacionadas ao corpo humano e a doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista biológico. Recebemos uma notícia alarmante de que batemos o recorde de contaminação por sífilis entre jovens menores de 18 anos. Portanto, precisamos desse tipo de discussão no ambiente escolar como forma de prevenção.”
Angeli reconheceu a importância da ação. “Levarei à população tais esclarecimentos, destacando que a abordagem dada pela escola foi válida e difere das especulações veiculadas pela mídia.”
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