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A copeira Lais Roberta de Souza, de 22 anos, aguardava nesta semana para um dos últimos atendimentos da sua gestação de nove meses. Ansiosa para a dar luz a primeira filha, ela fez todo o pré-natal no Centro Municipal de Saúde no Yolanda Ópice. Mas, ao longo desse período, precisou pagar pelos exames de ultrassonografia devido à demora na liberação no serviço municipal de saúde. A prática chamou a atenção do vereador Toninho do Mel (PT) que pedirá informações à Prefeitura e cobrará a agilidade para garantir a segurança do bebê. “Estamos acompanhando esse problema há algumas semanas em Araraquara. Visitamos algumas unidades de saúde e a reclamação é única: os exames demoram muito e as pacientes até são orientadas a procurar clínicas particulares porque o limite para cada posto de saúde é muito baixo e não atende à demanda”, diz o vereador. É o caso da auxiliar de limpeza Maria Rosângela, grávida de nove meses do sexto filho. Ela sabia da demora e como a gestação apresentava certo risco pagou R$ 70 por cada um dos três exames. Outra gestante, que preferiu ter o nome preservado, admitiu estar sem dinheiro disponível para pagar pelos exames e está na fila para o ultrassom. Nos Centros de Saúde é comum encontrar quem aguarda ou conhece alguém esperando pelo exame. Com a ultrassonografia, o médico tem acesso a informações importantes sobre o progresso da gravidez e sobre a saúde do bebê. Pais e mães, por sua vez, aguardam para que possam dar a primeira olhada em seus filhos e checar se o bebê está se desenvolvendo bem. Para Toninho do Mel, o município precisa aumentar a capacidade de atendimento às gestantes porque nem todas têm condições financeiras de pagar pelo serviço particular. Por isso ele encaminhará essa semana à Prefeitura um requerimento pedindo informações sobre o número gestantes atendidas na rede e quantos exames de ultrassonografia são liberados mensalmente na cidade com divisão por unidade de saúde. O parlamentar também busca saber o tempo real de espera. “Queremos saber também quanto é gasto nesse serviço e porque demora-se tanto”, avisa o vereador. O Ministério da Saúde recomenda ao menos três ultrassonografias durante a gravidez. A primeira no primeiro trimestre para descartar um aborto espontâneo, além de determinar a idade gestacional correta e verificar se há um só ou mais bebês. Nesse primeiro ultrassom já é possível ver os batimentos cardíacos e isso fornece 97% de probabilidade de que a gravidez será normal. No segundo trimestre já é possível estudar os aspectos morfológicos do bebê, inclusive seu sexo. E no terceiro trimestre, o médico avalia se o crescimento foi normal e determina a posição do bebê e da placenta.
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