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Vigilância Epidemiológica leva à Câmara informações sobre a Dengue em Araraquara



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O coordenador executivo da Vigilância em Saúde, Feiz Mattar, e o gerente da Vigilância Ambiental, Luis Eduardo Ursolino Tagliacozzo, ocuparam a Tribuna Popular na 100ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Araraquara abordando o tema “Situação epidemiológica da dengue no município”, com o propósito, segundo Mattar, de trazer informações sobre a situação.

 

Alertou o coordenador para a inexistência de reciprocidade de grande parte da população no combate ao mosquito Aedes aegypti. “A população não realiza a verificação em casa, e 80% dos criadouros são encontrados em imóveis com moradores”, disse acrescentando o trabalho cansativo realizado pelos agentes de saúde, sob o sol e chuva e muitas vezes estes vigilantes são impedidos de adentrar as residências.

 

Mattar pediu encarecidamente aos vereadores que mantém contato frequente com a população, que apoiem o trabalho e falem as pessoas sobre a verificação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, pois a dengue mata de forma direta ou por complicações. Tagliacozzo também pediu o apoio dos vereadores informando que a epidemia da dengue agrava-se agora o terror da “Febre Chikungunya”, provocada pelo mosquito Aedes albopcictus, mal em que a pessoa sente mais dor e o sintoma chega a manter-se por mais de um ano. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, febre, mal estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço, porem a grande diferença esta no acometimento das articulações, o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local. Informações dão conta de contágio em duas mil pessoas no Nordeste, um caso em Motuca e quatro em Ribeirão Preto, preocupante, pois a qualquer momento poderá atingir Araraquara, e mais preocupante ainda, o acúmulo de materiais inservíveis, sem controle armazenados em quintais, alguns para serem comercializados, acumulando água, tornando-se potencial criadouros do mosquito.

 

Segundo Tagliacozzo, nos três primeiros meses de 2015 foram confirmado os casos:

Janeiro – 50

Fevereiro – 388

Março – 768

 

Os bairros mais atingidos são Universal/Jardim das Laranjeiras, Ieda, Maria Luisa, Parque São Paulo e Del Rey, e como medida preventiva já foi retirada 50 toneladas de materiais inservíveis, prováveis criadouros dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopcictus.


Publicado em: 25 de março de 2015

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Categoria: Câmara

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