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Solo da antiga Estação do Ouro pode estar contaminado por óleo proibido

Vereador Edio Lopes (PT) vai apurar responsabilidades

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Atendendo a solicitação de moradores e de cidadãos ligados à história de Araraquara, o vereador Edio Lopes (PT) foi conferir de perto denúncias de que, por conta do abandono, o solo de uma grande área da antiga Estação do Ouro pode estar contaminado pelo óleo Ascarel. O ascarel é um produto tecnicamente chamado de Alocloro 1254, um óleo resultante da mistura de hidrocarbonetos derivados de petróleo, utilizado como isolante em equipamentos elétricos, sobretudo transformadores e capacitores elétricos. É um fluido dielétrico e lubrificante que serve também para resfriar equipamentos elétricos, além de evitar os curtos-circuitos. No local Lopes acompanhou os moradores numa visita às ruínas da subestação elétrica do Ouro, ativa até 1999, mas hoje totalmente abandonada. Onde era uma cabine geradora de energia encontrou restos de equipamentos, muita sujeira, água parada e a possibilidade de ameaça de contaminação. Segundo o historiador Rogério Belmiro Tampelini “a área pode estar contaminada com o óleo ascarel utilizado nos transformadores que foram abandonados e depredados com o tempo”. “Esse óleo foi banido pelo protocolo de Estocolmo desde o ano 2.000 e a justiça determinou que fosse feita a retirada de um metro e meio do solo do local, procedimento que não foi executado”, conclui.

 

O vereador Edio Lopes conversou com moradores do local que estão preocupados com a situação, pois convivem com a incerteza. Criam seus animais ali, consomem água de poço de 26 metros de profundidade e não sabem o que fazer. Na região existem várias placas com inscrições da América Latina Logística (ALL), de arrendamento da área, por exemplo. Mas segundo os moradores, colocaram as placas e nunca mais nenhum representante da empresa foi até a antiga estação. Depois de circular por aquela vila ferroviária da década de 40 acompanhado por esses moradores, e por Rogério Belmiro Tampelini, José Pedro Renzi e Davi Pastrelo, o vereador Edio Lopes vai apurar as responsabilidades. “Agora teremos que verificar quem detém a concessão das terras e do mobiliário, principalmente da subestação de eletricidade”. “Vou solicitar um estudo de solo para conferir se existe mesmo a contaminação pelo óleo ascarel e pedir a retirada imediata de toda aquela água apodrecida que pode trazer doenças aos moradores”, finaliza.

 

Aquífero Guarani

Outra preocupação de Lopes é com o Aquífero Guarani. Essa região da cidade, segundo pesquisadores, é o ponto mais aflorado do Aquífero Guarani em sua totalidade, um ponto de recarga do reservatório natural. Para o vereador “manter essa região preservada é essencial”.


Publicado em: 19 de setembro de 2013

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Categoria: Câmara

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